BRASIL, Sudeste, BIRIGUI, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Spanish, Arte e cultura, Livros, contação de histórias

 


 




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    Contos & Encantos...




    Hai Kai...

    Pedi a lua,

    Um colar de vagalumes

    Para noites escuras,

    Iluminar nossa casa.

     

    21/2/2010

    concluído às 21h 25min



    Escrito por S & C às 04h03 PM
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    Fique por dentro!

    Gabriel Monteiro

    Oficina de Contação de Histórias e Apresentação do Espetáculo “Hora Do Conto”

    Resgatar a magia das histórias e músicas da literatura brasileira. Contadora e músico interagem para o encantamento artístico e lúdico do público.

    Sueli do Nascimento
    é professora e pedagoga, com ampla e profícua experiência na contação de histórias e coordenação de oficinas e workshops.


    Clodoaldo Santos é violonista, compositor e pedagogo.

     



    Escrito por Sú às 11h30 AM
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    Fique por dentro!

     

    CLEMENTINA

    Oficina de Contação de Histórias e Apresentação do Espetáculo “Hora Do Conto”

    Resgatar a magia das histórias e músicas da literatura brasileira. Contadora e músico interagem para o encantamento artístico e lúdico do público.

    Sueli do Nascimento
    é professora e pedagoga, com ampla e profícua experiência na contação de histórias e coordenação de oficinas e workshops.


    Clodoaldo Santos é  violonista, compositor e pedagogo.



    Escrito por Sú às 08h57 PM
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    Sugestões de livros...

    A guerra dos gatos contra a bruxa da rua

    Heloisa Prieto

    No bairro do Pacaembu, na cidade de São Paulo dos anos de 1960, uma menina descobre o seu fascínio por gatos graças a duas vizinhas excêntricas: só que uma adora e a outra odeia gatos, o que acaba por provocar grandes encrencas e problemas na rua. Mas a garota está disposta a mudar essa história...

    Quer saber o final, leia! Você vai adorar!



    Escrito por Sú às 09h52 PM
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    Legalenga e outros poemas...

    Sonhos da Menina

    Cecília Meireles

     

    A flor com que a menina sonha
    está no sonho?
    ou na fronha?

    Sonho
    risonho:

    O vento sozinho
    no seu carrinho.

    De que tamanho
    seria o rebanho?

    A vizinha
    apanha
    a sombrinha
    de teia de aranha...

    Na lua há um ninho
    de passarinho.

    A lua com que a menina sonha
    é o linho do sonho
    ou a lua da fronha?


    Escrito por Sú às 05h59 PM
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    Legalenga e outros poemas...

    Adálias

    Sueli do Nascimento

     

    Colherei flores,

    Eternamente flores!

    Amarelas, vermelhas, alaranjadas,

    Belas donzelas,

    Adálias!

     

    Desaprender a amar

    Para te amar simplesmente!

    pela estrada de terra

    mesmo sem primavera

    sem flores,

    perfumes,

    Gente!

     

    Sem gente,

    Adálias florescem pelo campo!

    Espalham suas cores singulares

    Para quem quer ver.

     

    Bordarei flores!

    Com miçangas, pirilampos, vagalumes

    Para enfeitar nossa casa

    Adornar nosso amor

    Para que nos dias de chuva

    vento,

    sol,

    As adálias refloresçam!

     

    14/12/2009

    concluído às 11h 56min



    Escrito por Sú às 04h33 PM
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    Era uma vez...

    O menino que queria voar...

    Sueli do Nascimento

    Numa manhã, o menino levantou como se estivesse acordando pela primeira vez em sua vida! Abriu a janela e esticou seus pequeninos braços, dizendo:

    -Manhêêê...

    A mãe surpresa correu para o quarto:

    -Eh, menino! Caiu da cama hoje?

    -Não, mãe. Estou é muito decidido.

    -Uia, então fale!

    -Quero voar!

    -Ai, meu Jesus Cristinho!

    -É muito sério!

    -Nem me diga, vai ser piloto de avião, pára-quedista, construirá um balão... Uma frota de naves espaciais...

    -Não, mãe. –disse balançando a cabeça e inclinando as mãos suavemente. -Quero voar! Voar entre as nuvens deste imenso céu! Sair pela janela e pousar do outro lado da Terra.

    -Meu filho, o que você está vendo na televisão?

    -Mãeee...

    -Querido, está sonhando acordado, isto sim. Vou    trabalhar, logo  a  Maria  chega  e  cuida  de ti.

      A mãe beija ternamente o filho, sai por uma porta e ele pela outra.

    E vocês sabem para onde ele foi?  Direto para a goiabeira no fundo do quintal, sua mãe sempre lhe dizia para não subir na sua ausência, mas sabe como é, menino é teimoso às vezes.

    Quando se sentou num galho, avistou uma enorme goiaba:

    -Oba, esta é das grandes e deve estar saborosa... Hum...

    O menino deu uma mordida e ao olhar para aquela goiaba deliciosa viu metade de um bicho, ieka!

    Nesse momento, aconteceu uma coisa esquisitíssima! Começou soltar diversos puns... Puns  para    e  para  lá,  cada  vez  que   soltava  um  pum,saía  de  seu  bumbum   uma   pena!Ina creditável!   Logo tinha inúmeras e coloridas penas. Ele  pensou  em   construir   duas   belas  asas , porém   seus  pensamentos    foram  interrompidos   por  um  estrondoso   passo.Cada  passo  estremecia  a   terra   e  ele  pode  ver   de  longe   enormes  braços  e  pernas e  uma  cabeça  gigantesca   caminhando  em  sua  direção,   dizendo :

    -Vem, meu netinho, vem, meu netinho!

    As pernas do menino tremeram e por sorte, ele foi acordado pela mãe. Do lado da cama, uma goiaba mordida e dentro dela, adivinha o que? Metade de um bicho para completar esta aventura.

    Onde estará a outra metade?



    Escrito por Sú às 04h29 PM
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    Legalenga e outros poemas...

    Mundo Pequeno


    Manoel de Barros

     (trecho do poema)

    I
    O mundo meu é pequeno, Senhor.
    Tem um rio e um pouco de árvores.
    Nossa casa foi feita de costas para o rio.
    Formigas recortam roseiras da avó.
    Nos fundos do quintal há um menino e suas latas
    maravilhosas.
    Todas as coisas deste lugar já estão comprometidas
    com aves.
    Aqui, se o horizonte enrubesce um pouco, os
    besouros pensam que estão no incêndio.
    Quando o rio está começando um peixe,
    Ele me coisa
    Ele me rã
    Ele me árvore.
    De tarde um velho tocará sua flauta para inverter
    os ocasos.

    "O Livro das Ignorãças" - ed. Civilização Brasileira.



    Escrito por Sú às 09h59 AM
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    Legalenga e outros poemas...

    Meu Sonho

    Cecília Meireles

    Parei as águas do meu sonho
    para teu rosto se mirar.
    Mas só a sombra dos meus olhos
    ficou por cima, a procurar...
    Os pássaros da madrugada
    não têm coragem de cantar,
    vendo o meu sonho interminável
    e a esperança do meu olhar.
    Procurei-te em vão pela terra,
    perto do céu, por sobre o mar.
    Se não chegas nem pelo sonho,
    por que insisto em te imaginar?
    Quando vierem fechar meus olhos,
    talvez não se deixem fechar.
    Talvez pensem que o tempo volta,
    e que vens, se o tempo voltar.



    Escrito por Sú às 09h39 AM
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    HAI KAI

    apaga a luz
    antes de amanhecer
    um vagalume

    Alice Ruiz


    Escrito por Sú às 09h26 AM
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    Era uma vez...

    A última folhinha verde


    Há muito tempo atrás, no Hemisfério Norte, um rei estava muito doente, porém, mais forte do que a doença que lhe consumia, era o profundo desânimo que lhe faltava à alma.

    O rei havia desistido de viver.

    Sua filha vinha vê-lo todos os dias e tentava animá-lo, relembrando dos bons momentos da vida, mas em vão, ele não reagia.

    O rei passava os dias inteiros na cama, olhando para a janela à sua frente e observando uma grande árvore que lentamente perdia suas folhas, por conta do outono que chegara.

    Em uma manhã, o rei olhou ternamente para sua filha, dizendo:

    __ “Sabe, filha, quando aquela árvore perder a última de suas folhas, terá chegado a minha hora de morrer..."

    __Que é isso pai? Que tolice! Por que amarrar o seu destino ao destino de uma árvore?

    __Mas o rei não a ouviu, tão absorvido estava em sua melancolia.

    A filha compreendeu naquele instante que em alguns momentos, as palavras se esvaziam e não dão mais conta de acender a luz no coração das pessoas.

    Assim que o pai adormeceu, a moça entrou no quarto com um pincel e um potinho de tinta verde. Subiu em um banquinho e pintou no vidro da janela, bem no rumo da árvore que seu pai olhava, uma folhinha verde. À medida que o outono avançava e o inverno aproximava, as folhas da árvore desprenderam-se todas e saíram dançando ao vento...

    O rei observava cuidadosamente todos os seus movimentos, em especialmente, certa folhinha verde muito teimosa e persistente, que não se movia do lugar e ficava agarrada a árvore, não importava o quão forte fosse o vento, quão enchente fosse a chuva.

    A neve cobriu a árvore com um manto branco, e de sua cama, o rei havia atado o fio da vida àquela folhinha verde e continuava olhando-a fixamente, agarrando-se à folhinha verde que o rei atravessou o inverno de sua doença e o inverno de sua alma.

    Quando a primavera resplandeceu e outras milhares de novas folhinhas cobriram a árvore, àquela pequena folha verde ficou perdida entre tantas outras, e o rei reencontrou seu ânimo, sua vontade de viver e ficou de pé, como não o persistia há muito tempo

    Ao entardecer daquele dia, enquanto limpava a folhinha pintada na janela a filha pensou:

    __ “Espero que, algum dia, se o desânimo tomar conta do meu ser, alguém consiga oferecer uma folhinha verde, para que eu possa receber, através dela, a seiva da vida."



    Escrito por Sú às 05h27 PM
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    Reflexões da Sú...

    "A leitura engrandece a alma." (Voltaire)



    Escrito por Sú às 04h59 PM
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    Era uma vez...

     

     

    Tapete mágico

    Coisas de menino... Olhei para todos os lados, não havia ninguém na casa. Fui entrando meio assustado quase que na ponta do pé. O que teria acontecido, todos se foram? Tentei soltar um olá, mas ficou preso na minha garganta. Pensei: Não estou com medo apenas surpreso, pois esperava  encontrar todos ali. Sentei-me na soleira de uma das portas, e com as mãos amparando meu queixo comecei a pensar no que fazer...

    Quietinho ali e sozinho, comecei a ouvir os ruídos da casa também. Não sabia que casas têm tanto barulho mesmo sem ninguém. Vinha do teto, do chão e não sei de onde mais. Prestando atenção e deixando o medo de lado, ele só atrapalha, não é? Percebi que eram os encanamentos que faziam o tal barulho. E o outro tipo vinha do telhado que rangia. Lembrei-me das palavras do meu avô: “nunca sintas o medo!”. E lá fui eu! Investigar mais um caso extraordinário.

    E assim, vasculhei cada cantinho da casa e constatei de onde todos os barulhos vinham. Cansado e com uma pontinha de fome, deitei-me no chão em cima de um velho tapete que ali estava. 

    Olhando o teto, via uns lampejos de luz. Adormeci. Voei para bem longe dali num campo muito verde embaixo de um céu maravilhosamente azul.

    Nossa, como era bom voar assim! Sentia o vento em meu rosto e via tudo lá em baixo.

    Corri por entre frondosas árvores, saltitei pelos vales e montanhas, senti a brisa leve e gotículas da calma chuva, passei pelos raios solares e respirei fundo o ar da vida! Durante o vôo, encontrei um dragão enorme que me perguntou de onde eu era. Dando risada, respondi que era lá de baixo.

    - E você, dragão?

    - Das cavernas aqui de cima. - respondeu.

    - Estou com um pouco de fome. - disse eu. Será que há alguma coisa que eu possa comer?

    - Sim. - disse ele.

    E me trouxe uns ovos enormes que não cabiam em minhas mãos.

    - Como vou comê-los? Perguntei.

    - Ora menino, comendo! - e se foi.

    Tentei abocanhar o grande ovo, mas nada. Continuei tentando e a fome aumentando. De repente... Bum, caí do tapete e comecei a ir em direção ao chão lá embaixo.

    - Alguém me acuda! - gritava eu.

    Quando senti uma mão no meu ombro estava no chão... E no chão da casa de meu avô, e ao meu redor todos riam.

    - O que aconteceu? - perguntaram.

    Eu, eu estava no tapete mágico. - disse. O que aconteceu realmente?

    - Bem, adormeci em cima do tapete e ele voou comigo para bem longe.

    O dragão era o bichano que me encontrou dormindo no seu tapete. Todos riram e eu fui comer, pois a fome era tanta, adivinhe o quê? Ovo é claro!



    Escrito por Sú às 10h52 AM
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    Dicas da Sú...

    21 maneiras de melhorar sua saúde

                                                           1.) Escove bem seus dentes!

    2.)Vista-se de acordo com o clima.

    3.)Visite seu dentista regularmente.

    4.)Descanse.

    5.) Certifique-se que seu cabelo está seco antes de sair.

    6.)Coma direito.


    7.)Use sempre o cinto de segurança.

    8.)Sorria! Isso fará você se sentir melhor.

    9.)Não se culpe.

    10.)Tome banho.

    11.)Leia para exercitar seu cérebro (principalmente a Bíblia Sagrada) 

    12.)Cuidado com o excesso de cafeína.



    13.)Faça exercícios.

    14.)Vá ao oftamologista.



    15.)Coma vegetais.

    16.)Acredite que as pessoas gostam de você como você é.

    17.)Perdoe e esqueça.


    18.)Tire férias.

    19.)Celebre todas as ocasiões.


    20.) Tenha um hobby para passar o tempo.

    21.)Ame ao outro como a ti mesmo.



    Escrito por Sú às 10h21 AM
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    Artigo... Parte I

    Contos de fada – possível resolução para os conflitos infantis

    Ao entrar em uma sala de aula com crianças de cinco anos, carregando um livro de contos de fadas, um professor carrega mais que um livro. Mais que um simples conto. Quando o professor é um bom contador de histórias, o olhar daquelas crianças fica fixo, mas a mente voa.
    Como esses contos tornaram-se clássicos, se a narrativa acontece em palácios ou florestas e isso é tão distante da maioria das crianças, visto que não é comum encontrar palácios na cidade de São Paulo? E, apesar de existirem poucas florestas na nossa cidade, os jovens dão um jeito de se embrenhar em matas desconhecidas apesar do aviso de perigo dos pais.
    Os contos trazem conflitos pertinentes à vivência humana que permeiam diversas gerações. Eles trabalham com o conteúdo humano, com aquilo que muitas vezes fica escondido como a rivalidade fraterna, sensações edípicas, desejar a “morte” do pai do mesmo sexo... Desta forma, o conto de fada irá mostrar às crianças, de uma maneira subjetiva e em alguns pontos objetivamente, que a vida trará algumas dificuldades. A luta e a descoberta não acontecem da noite para o dia. O herói ou a heroína passam por diversas provas e essas devem ser realizadas por eles mesmos: “A única forma de nos tornamos nós mesmos é através de nossas próprias realizações”. (Bettelheim, 1980:173).
    A sociedade atual, globalizada, está cada vez mais tornando-se individualista e em busca de uma beleza externa perfeita, enquanto o mágico se esvai prematuramente.
    Todos os dias há notícias de violência na televisão, seja filho matando os pais ou pais descontrolados espancando seus filhos.
    Há também muitos programas que expõem a criança a uma sexualidade precoce. Seja programa infantil, novela ou “reality shows”. Uma reportagem da revista Educação, mostra-nos que os partos cresceram em 31% entre meninas de 10 a 14 anos – idade que a menina não tem maturidade psicológica, principalmente para criar um filho. As dúvidas e as angústias por que passam, crianças e jovens, são hoje respondidas de forma erotizada pelos meios de comunicação, especialmente a televisão. Sem contar o fácil acesso a sites da internet.
    O resgate da magia da leitura dos contos de fadas não será a solução dos problemas mundiais, no entanto, como eles atuam também no inconsciente, podem ajudar muito a criança a eliminar/entender o(s) conflito(s) pelo qual está passando no momento que entra em contato com a leitura e/ou a escuta deles.
    Existem diversas interpretações e análises para os contos de fada. É importante ressaltar que este artigo tem como respaldo a linha psicanalítica, levando em conta as teorias de Sigmund Freud e Jacques Lacan. Além disso, a escolha dos contos de fadas para a leitura foi cuidadosa, no sentido de procurar as traduções mais próximas das edições originais.

    “Não é surpreendente descobrir que a psicanálise confirma nosso reconhecimento do lugar importante que os contos de fadas populares alcançaram na vida mental de nossos filhos. Em algumas pessoas, a rememoração de seus contos de fadas favoritos ocupa o lugar das lembranças de sua própria infância; elas transformaram esses contos em lembranças encobridoras”. (Freud, 1913:355).

    Os contos surgem a partir dos mitos e tradições orais, alguns datados do século II d.C.. Eles sofreram e sofrem modificações em sua estrutura, não apenas por razões externas, mas também por razões internas ao do próprio contador. Nas versões escritas por Perrault, por exemplo, ele acrescenta preceitos morais, já que esses contos eram usados para a diversão na corte de Versalhes.
    Nos dias atuais, essas alterações também ocorrem acarretando muitas vezes uma modificação no enredo da história para parecer menos “chocante” aos olhos da sociedade. Os autores dessas mudanças acreditam que a perversidade existente nos contos podem influenciar as crianças de forma a estas tornarem-se “violentas”, no entanto, parece não querer ver que os conflitos existentes nos contos são os conflitos internos pelos quais as crianças passam.
    As histórias dos contos de fadas, independente do local de origem, passam-se em lugar e épocas inexistentes (“país muito longe”, “numa floresta encantada”, “há muitos e muitos anos”...). Esta é uma das razões da fácil migração e entendimento em várias culturas e por várias idades, já que os contos tratam de conflitos que permeiam toda a base humana universal. Ou seja, os contos são atemporais, assim como o Id.
    Os principais autores e adaptadores de contos de fada são Charles Perrault (França), Hans Christian Andersen (Dinamarca) e Jakob e Wilhelm Grimm (Alemanha) – estes últimos mais conhecidos como “Os irmãos Grimm”.
    Mas, afinal, qual a relação entre contos de fadas e a subjetividade infantil? Quais os conteúdos presentes em um conto que possibilitam a uma criança elaborar seus conflitos? É impossível detalhar cada trecho e cada passagem de todos os contos, não apenas pelo número volumoso de contos, mas principalmente porque cada conto tem uma importância diferente para cada criança em períodos diferentes de sua vida.
    Como se constitui um sujeito? Quais os conflitos que vive? Lacan, apropriando-se de Freud, nos oferece referenciais partindo do Estádio do Espelho. Este Estádio, descrito por Lacan, começa aproximadamente aos seis meses de idade. É através dele que a criança começa a conquistar sua imagem corporal, através do discurso e do desejo do outro (mãe).
    De que forma os contos de fadas expressam esse momento e seus conflitos? Como ilustração podemos citar o conto: O patinho feio. Nesta história de Andersen, uma pata choca seus ovos e quando estes se quebram um sai diferente de todos os outros. Feio. Apesar de nadar muito bem, o patinho é desprezado pelos seus irmãos, pela comunidade dos patos e por sua mãe que diz: “Eu queria ver você bem longe daqui!” (Andersen, 1995:110).
    O patinho começa a achar que ele é realmente muito feio, então foge. Durante sua viagem passa por dificuldades e seus infortúnios são responsabilizados pela sua feiúra. Até que em um momento, ele vê os cisnes e vai ao encontro desses, mesmo correndo o risco de levar bicadas. Chegando lá:
    “(...) O pobrezinho abaixou a cabeça, olhando para a água, e esperou. Mas que foi que ele viu na água límpida? Por baixo de si, viu sua própria imagem; só que sua imagem não era mais de um desajeitado pássaro cinza-escuro, feio e repelente. Ele era um cisne!” (Andersen, 1995:118).
    O patinho, na verdade um cisne, já havia nadado antes em outros lagos. Porém, olhava-se através do olhar do outro, assujeitado ao desejo e olhar do outro – principalmente daquela que exerce a função materna. Saindo para o mundo, crescendo, quando volta a olhar sua imagem ele já vê um lindo cisne branco e não apenas um pato cinza feio – saída dessa assujeitação. É nesse Estádio que a criança começa aos poucos perceber que seu corpo, até então sentido como fragmentado, é algo único. É através dessa experiência, com a mediação do outro-mãe (mãe, enquanto função materna), que a criança começa estruturar seu eu e a conquistar a sua imagem corporal.



    Escrito por Sú às 11h05 AM
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    Artigo... Parte II

    Essas identificações que as crianças fazem com os contos são facilitadas pela não especificidade de tempo e local. A identificação com os personagens é facilitada pela ausência de nome próprio. Normalmente o nome é relacionado às características físicas, como por exemplo, Branca de Neve e Cinderela ou Gata Borralheira (o nome origina de cinders, que significa borralho), um dos únicos nomes próprios que aparece é João – freqüente em muitas histórias – e Maria). Nos contos, a idade das princesas, reis, rainhas, bruxas, príncipes, etc. não é definida sendo possível transitar por todos os personagens em momentos diferentes de nossa vida.
    No conto há o personagem malvado, que geralmente é nominado e aparece sob a descrição da madrasta da “Branca de Neve”, a bruxa da casa de chocolates de “João e Maria” e o gigante que mora nas nuvens na história “João e o pé de feijão”. Ou seja, a maldade pode estar presente em todos nós. Nos contos, os personagens não têm ambivalência: ou são bons ou são maus – da mesma maneira que a criança pensa: a mãe má não pode ser a mãe boa.
    Na atualidade, muitos contos aparecem de forma distorcida do original. Um grande exemplo disso, são os desenhos animados de Walt Disney, que subtraem passagens consideradas mais fortes com o objetivo de não assustar ou chocar as crianças, “evitando” o conflito. Não podemos generalizar, algumas histórias de Disney merecem a devida atenção como O rei leão e a mais nova animação, Procurando Nemo. No entanto, quanto à adaptação de contos de fadas clássicos, estes aparecem distorcidos e amenizados.
    Os contos no original podem chocar alguns adultos, é “assustador” um lobo que come uma menina (Chapeuzinho vermelho) ou uma sereia que arranca sua própria língua em busca do amor de um humano (A Sereiazinha) ou um rapaz que procurando o medo retira sete enforcados da forca para aquecê-los (O homem que saiu em busca do medo). Muitos adultos olham as crianças sob a lógica do adulto e não sob a fantasia da criança.
    Quando pequena, a criança pode ser bem agressiva: bater no irmão, não sair de perto da mãe, morder o colega da escola... a medida que cresce e começa a socialização a criança fala, ao invés de agir – simbolizando. E o conto é exatamente a escrita de uma simbolização, de um mundo onde a criança pode extravasar seus anseios, medos e necessidades.
    Escondendo a dor, a perda, a violência dos contos, esconde-se o que há de mais verdadeiro nessas histórias. O conto não deve ser só feito de imagens boas, pois não deve ser uma fuga para as crianças se esconderem em um mundo de faz de conta. Mas, conter as passagens de medo, angústia, vingança como um meio da criança simbolizar seus próprios conflitos.
    O enredo dos contos de fada também reproduz as histórias de vida das crianças, pois nele o herói sai de casa, passa por privações, enfrenta perigos e conhece a maldade, triunfando no final da história. Na vida, a criança passa por estas modificações: precisa sair de casa. Desligar-se dos pais. Ir para escola, fazer amigos, saber evitar situações de risco, explorar o mundo a sua volta.
    A criança tem relação de total indistinção com a mãe nos primeiros meses de vida. A criança é o desejo da mãe. Essa quebra se dá com a interdição ao incesto que a função paterna realiza. A partir desse momento a criança, volta-se para a cultura. Para o Outro. E o conto de fadas entra como este Outro, pois também pode ajudar na separação dessa relação mãe-criança. Isso acontece pois, de maneira simbólica, o conto atua no psíquico da criança.
    Podemos tomar como exemplo o conto de Andersen, A Polegarzinha. Nesta história, uma mulher deseja muito ter um filho, então pede ajuda a uma feiticeira que lhe dá um grão de cevada - semente. A partir do beijo da mãe, a flor se abre e nasce a filha, como é muito pequena, recebe o nome de Polegarzinha. Um dia, enquanto está dormindo, uma sapa a seqüestra para casar-se com o filho sapão. No entanto, a menina foge com a ajuda dos peixes. Um besouro a pega para casar-se com ele, mas todos os outros insetos dizem que Polegarzinha é muito feia. Depois de ser deixada pelo besouro a personagem acredita ser feia. Ela encontra-se, então, com uma rata, e esta também quer realizar o casamento da Polegarzinha com o vizinho toupeira, por este ser rico e inteligente. Enquanto está na casa da rata, a menina salva uma andorinha e esta depois ajuda sua salvadora a fugir do casamento, levando-a para um lugar onde há outras pessoas como ela – pequena como o dedo polegar. Lá então Polegarzinha conhece um homem com quem se casa.
    Esta pequena história nos mostra que Polegarzinha vive segundo os desejos do Outro. É sempre levada, carregada para os lugares sem ser questionada. Quando a andorinha aparece, a personagem faz uma escolha, pois lhe é feita uma pergunta: “O frio inverno está chegando – disse a pequena andorinha – Estou de viagem para as regiões quentes. Você quer vir junto?” (Andersen, 1995:34).
    A criança quando pequena, é o desejo da mãe, tem medo e gosta daquilo que a mãe gosta. Para ilustrar, transcrevo um trecho da fala de uma paciente de Maud Manonni: “A fumaça”, diz Isabelle, “arde nos olhos das crianças. Elas têm medo. No fundo elas não têm medo, é porque a mamãe tem medo que elas têm o medo da mamãe(...)” (Manonni, 1988:137).
    O conto ilustra Polegarzinha presa ao desejo dos outros até que toma sua decisão e parte, libertando-se dos desejos dos outros e tornando-se um sujeito desejante. Agora, já caminha com seus próprios pés, sem precisar ser levada pelos outros.
    A pesquisa realizada para este artigo apenas está começando. Este é um pequeno apanhado de quantas significações e significados podemos encontrar em uma literatura de tão fácil acesso como os contos de fadas. Para percorrer este caminho agi um pouco como Chapeuzinho Vermelho, ao olhar pelos cantos. Em alguns momentos saí da trilha, mas logo retomei o meu rumo. Em outros, fiquei como a Bela Adormecida, esperando o momento para despertar e então escrever mais algumas linhas. Em outras, sendo ousada, como a menina que percorre o mundo em “Os sete corvos”.
    Os contos de fadas vêm mobilizando milhares de crianças, jovens e adultos durante muitas décadas. Muitos trazem lembranças, sejam boas ou más, de algum conto em particular. Como cada um vivencia um conto é único.
     
     
    Referências Bibliográficas:
    ANDERSEN, Hans C. Histórias maravilhosas de Andersen. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1995.
    BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.
    FREUD, Sigmund. A ocorrência, em sonhos, de material oriundo de contos de fadas. Obras Completas de Sigmund Freud. Volume XII, 1913.
    MANNONI, Maud. Efeitos da reeducação em uma criança neurótica. In: A criança retardada e a mãe. São Paulo: Martins Fontes,1988. p. 125-146



    Escrito por Sú às 11h04 AM
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    Era uma vez...

    A lua que não dei...

    Compreendo pais - e me encanto com eles - que desejariam dar o mundo de presente aos filhos. E, no entanto, abomino os que, a cada fim de semana, dão tudo o que filhos lhes pedem nos shoppings onde exercitam arremedos de paternidade. E não há paradoxo nisso. Dar o mundo é sentir-se um pouco como Deus, que é essa a condição de um pai. Dar futilidades como barganha de amor é, penso eu, renunciar ao sagrado.

    Volto a narrar, por me parecer apropriado à croniqueta, o que me aconteceu ao ser pai pela primeira vez. Lá se vão, pois, 45 anos. Deslumbrado de paixão, eu olhava a menina no berço, via-a sugando os seios da mãe, esperneando na banheira, dormindo como anjo de carne. E, então, eu me prometia, prometendo-lhe: "Dar-lhe-ei o mundo, meu amor." E não lho dei. E foi o que me salvou do egoísmo, da tola pretensão e da estupidez de confundir valores materiais com morais e espirituais.

    Não dei o mundo à minha filha, mas ela quis a Lua. E não me esqueço de como ela pediu, a Lua, há anos já tão distantes. Eu a carregava nos braços, pequenina e apenas balbuciante, andando na calçada de nosso quarteirão, em tempos mais amenos, quando as pessoas conversavam às portas das casas. Com ela junto ao peito, sentia-me o mais feliz homem do mundo, andando, cantarolando cantigas de ninar em plena calçada. Pois é a plenitude da felicidade um homem jovem poder carregar um filho como se acariciando as próprias entranhas. Minha filha era eu e eu era ela. Um pai é, sim, um pequeno Deus, o criador. E seu filho, a criatura bem amada.

    E foi, então, que conheci a impotência e os limites humanos. Pois a filhinha - a quem eu prometera o mundo - ergueu os bracinhos para o alto e começou a quase gritar, assanhada, deslumbrada: "Dá, dá, dá..." Ela descobrira a Lua e a queria para si, como ursinho de pelúcia, uma luminosa bola de brincar. Diante da magia do céu enfeitado de estrelas e de luar, minha filha me pediu a Lua e eu não lha pude dar.

    A certeza de meus limites permitiu, porém, criar um pacto entre pai e filhos: se eles quisessem o impossível, fossem em busca dele. Eu lhes dera a vida, asas de voar, diretrizes, crença no amor e, portanto, estímulo aos grandes sonhos. E o sonho da primogênita começou a acontecer, num simbolismo que, ainda hoje, me amolece o coração. Pois, ainda adolescente, lá se foi ela embora, querendo estudar no Exterior. Vi-a embarcar, a alma sangrando-me de saudade, a voz profética de Kalil Gibran em sussurros de consolo:

    "Vossos filhos não são vossos filhos, mas são os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Eles vêm através de vós, mas não de nós. E embora vivam convosco, não vos pertencem. (...) Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas."

    Foi o que vivi, quando o avião decolou, minha criança a bordo. No céu, havia uma Lua enorme, imensa. A certeza da separação foi dilacerante. Minha filha fôra buscar a Lua que eu não lhe dera.

    E eu precisava conviver com a coerência do que transmitira aos filhos: "O lar não é o lugar de se ficar, mas para onde voltar."

    Que os filhos sejam preparados para irem-se, com a certeza de ter para onde voltar quando o cansaço, a derrota ou o desânimo inevitáveis lhes machucarem a alma. Ao ver o avião, como num filme de Spielberg, sombrear a Lua, levando-me a filha querida, o salgado das lágrimas se transformou em doçura de conforto com Kalil Gibran: como pai, não dando o mundo nem Lua aos filhos, me senti arqueiro e arco, arremessando a flecha viva em direção ao mistério.

    Ora, mesmo sendo avós, temos, sim e ainda, filhos a criar, pois família é uma tribo em construção permanente. Pais envelhecem, filhos crescem, dão-nos netos e isso é a construção, o centro do mundo onde a obra da criação se renova sem nunca completar-se. De guerreiros que foram, pais se tornam pajés. E mães, curandeiras de alma e de corpo. É quando a tribo se fortalece com conselheiros, sábios que conhecem os mistérios da grande arquitetura familiar, com régua, esquadro, compasso e fio de prumo. E com palmatória moral para ensinar o óbvio: se o dever premia, o erro cobra.

    Escrevo, pois, de angústias, acho que angústias de pajé, de índio velho. A nossa construção está ruindo, pois feita em areia movediça. É minúsculo o mundo que pais querem dar aos filhos: o dos shoppings. E não há mais crianças e adolescentes desejando a Lua como brinquedo ou como conquista. Sem sonhos, os tetos são baixos e o infinito pode ser comprado em lojas. Sem sonhos, não há necessidade de arqueiros arremessando flechas vivas.

    Na construção familiar, temos erguido paredes. Mas, dentro delas, haverá gente de verdade?

     



    Escrito por Sú às 10h48 AM
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    Curiosidades... Propagandas!



    Escrito por Sú às 02h53 PM
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    Teste seu conhecimento!

    Você está em dia com as novas regras ortográficas?
    O Portal Terra montou um pequeno "Quiz", com perguntinhas de múltipla escolha, para testar os seus conhecimentos.
    O endereço é:
     
     
    Sucesso a todos!


    Escrito por Sú às 02h36 PM
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    Fique por dentro!

    Olá pessoal!
     
    Não é novidade que a nossa língua está passando por mudanças.
    Novidade é termos que reaprender a usá-la em certas ocasiões...
    Aqui vão as principais alterações:

    Alfabeto:
    O alfabeto ganha três letras (k, y e w)
    Antes: 23 letras   
    Depois: 26 letras

    Trema:
    O trema cai, de vez, em desuso, exceto em nomes próprios e seus derivados. Grafado nos casos em que o “u” é átono e pronunciado (que, qui, gue, gui), o sinal não será mais utilizado nas palavras da língua portuguesa.
    Antes: lingüiça, conseqüência, freqüência
    Depois: linguiça, consequência e frequência

    Hífen:
    O sinal não poderá ser mais usado quando a primeira palavra terminar com vogal e a segunda começar com consoante.
    Antes: anti-rugas, auto-retrato, ultra-som
    Depois: antirrugas, autorretrato, ultrassom

    O hífen também não deve ser grafado quando a primeira palavra terminar com letra diferente da que começar a segunda
    Antes: auto-estrada, infra-estrutura
    Depois: autoestrada, infraestrutura

    O sinal deverá ser usado quando a palavra seguinte começa com b, h, r, m, n ou com vogal igual à ultima do prefixo
    Antes: anti-imperialista, super-homem, inter-regional, sub-base
    Depois: anti-imperialista, super-homem, inter-regional, sub-base

    Outro caso que se faz necessário o uso do hífen é quando a primeira palavra terminar com vogal ou consoante igual à letra que começar a segunda
    Antes: microônibus, contraataque, microondas
    Depois: micro-ônibus, contra-ataque, micro-ondas

    Acento agudo:
    Os ditongos abertos “éi” e “ói” das palavras paroxítonas não serão mais acentuados
    Antes: jibóia, apóio, platéia, européia
    Depois: jiboia, apoio, plateia, europeia
    * As palavras herói, papéis e troféu continuam sendo acentuadas porque têm a ultima sílaba mais forte 

    O acento some também no “i” e no “u” tônicos quando vierem depois de ditongo em palavras paroxítonas
    Antes: feiúra, bocaiúva
    Depois: feiura, bocaiuva
    * O acento permanece se o “i” ou o “u” estiverem na ultima sílaba, a exemplo de Piauí e tuiuiú

    Na letra “u” dos grupos que, qui, gue e gui o acento também deixa de existir
    Antes: apazigúe, averigúe
    Depois: apazigue, averigue

    O acento diferencial também some em alguns casos
    Antes: pára, péla, pêlo, pólo, pêra
    Depois: para, pela, pelo, polo, pera
    * O acento diferencial não deixa de ser usado em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente). Fôrma também continua sendo acentuada para ser diferenciada de forma.

    Acento circunflexo:
    O acento circunflexo some nas palavras terminadas em “êem” e “ôo”
    Antes: crêem, vêem, lêem, enjôo
    Depois: creem, veem, leem, enjoo



    Escrito por Sú às 02h26 PM
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